sexta-feira, 1 de junho de 2012


A alegria dos outros

Um jovem, muito inteligente, certa feita se aproximou de Chico Xavier e indagou-lhe:
Chico, eu quero que você formule uma pergunta ao seu guia espiritual, Emmanuel, pois eu necessito muito de orientação.
Eu sinto um vazio enorme dentro do meu coração. 
O que me falta, meu amigo?
Eu tenho uma profissão que me garante altos rendimentos, uma casa muito confortável, uma família ajustada, o trabalho na Doutrina Espírita como médium, mas sinto que ainda falta alguma coisa.
O que me falta, Chico?
O médium, olhando-o profundamente, ouviu a voz de Emmanuel que lhe respondeu:
Fale a ele, Chico, que o que lhe falta é a “alegria dos outros”! Ele vive sufocado com muitas coisas materiais
É necessário repartir, distribuir para o próximo...
A alegria de repartir com os outros tem um poder superior, que proporciona a alegria de volta àquele que a distribui.
É isto que está lhe fazendo falta, meu filho: 
a “alegria dos outros”.
* * *
Será que já paramos para refletir que todas as grandes almas, que transitam pela Terra, estiveram intimamente ligadas com algum tipo de doação?
Será que já percebemos que a caridade esteve presente na vida de todos esses expoentes, missionários que habitaram o planeta?
Sim, todos os Espíritos elevados trazem como objetivo a alegria dos outros.
Não se refere o termo, obviamente, à alegria passageira do mundo, que se confunde com euforia, com a satisfação de prazeres imediatos.
Não, essa alegria dos outros,mencionada por Emmanuel, é gerada por aqueles que se doam ao próximo, é criada quando o outro percebe que nos importamos com ele.
É quando o coração sorri, de gratidão, sentindo-se amparado por uma força maior, que conta com as mãos carinhosas de todos os homens e mulheres de bem.
Possivelmente, em algum momento, já percebemos como nos faz bem essa alegria dos outros, quando, de alguma forma conseguimos lhes ser úteis, nas pequenas e grandes questões da vida.
Esse júbilo alheio nos preenche o coração de uma forma indescritível. Não conseguimos narrar, não conseguimos colocar em palavras o que se passa em nossa alma, quando nos invade uma certa paz de consciência por termos feito o bem, de alguma maneira.
É a Lei maior de amor, a Lei soberana do Universo, que da varanda de nossa consciência exala seu perfume inigualável de felicidade.
Toda vez que levamos alegria aos outros a consciência nos abraça, feliz e exuberante, segredando, ao pé de ouvido: É este o caminho... Continue...
* * *
Sejamos nós os que carreguemos sempre o amor nas mãos, distribuindo-o pelo caminho como quem semeia as árvores que nos farão sombra nos dias difíceis e escaldantes.
Sejamos os que carreguemos o amor nos olhos, desejando o bem a todos que passam por nós, purificando a atmosfera tão pesada dos dias de violência atuais.
E lembremos: a alegria dos outros construirá a nossa felicidade.

Redação do Momento Espírita, com base em relato sobre episódio da vida de Francisco Cândido Xavier, de autor desconhecido, e que circula pela Internet.
Disponível no cd Momento Espírita, v. 20, ed. Fep.
Em 20.10.2011.

terça-feira, 29 de maio de 2012


Aprenda Amar
Artur da Távola

Talvez seja tão simples, tolo e natural que você nunca tenha parado para pensar: aprenda a fazer bonito o seu amor. Ou fazer o seu amor ser ou ficar bonito. Aprenda, apenas, a tão difícil arte de amar bonito. Gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender.
 
Tenho visto muito amor por aí, Amores mesmo, bravios, gigantescos, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva,mas esbarram na dificuldade de se tornar bonito. Apenas isso: bonitos,belos ou embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção. Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras.

Aí esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais de repente se percebeu ameaçados apenas e tão somente porque não sabem ser bonitos: cobram; exigem; rotinizam; descuidam; reclamam; deixam de compreender;necessitam mais do que oferecem; precisam mais do que atendem; enchem-se de razões. Sim, de razões. Ter razão é o maior perigo no amor.
Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reinvindicar, de exigir justiça, equidade, equiparação, sem atinar que o que está sem razão talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão. Nem queira. Ter razão é um perigo: em geral enfeia o amor, pois é invocado com justiça mas na hora errada. Amar bonito é saber a hora de ter razão.

Ponha a mão na consciência. Você tem certeza que está fazendo o seu amor bonito?
De que está tirando do gesto, da ação, da reação, do olhar, da saudade, da alegria do encontro, da dor do desencontro, a maior beleza possível? Talvez não. Cheio ou cheia de razões, você espera do amor apenas aquilo que é exigido por suas partes necessitadas, quando talvez dele devesse pouco esperar, para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer.
Quem espera mais do que isso sofre, e sofrendo deixa de amar bonito. Sofrendo, deixa de ser alegre, igual criança.E sem soltar a criança, nenhum amor é bonito.

Não tema o romantismo. Derrube as cercas da opinião alheia. Faça coroas de margaridas e enfeite a cabeça de quem você ama. Saia cantando e olhe alegre.
Recomendam-se: encabulamentos; ser pego em flagrante gostando; não se cansar de olhar, e olhar; não atrapalhar a convivência com teorizações; adiar sempre, se possível com beijos, “aquela conversa importante que precisamos ter”, arquivar se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida. Para quem ama toda atenção é sempre pouca. Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda atenção possível.Quem ama bonito não gasta o tempo dessa atenção cobrando a que deixou de ter.

Não teorize sobre o amor (deixe isso para nós, pobres escritores que vemos a vida como criança de nariz encostado na vitrine, cheia de brinquedos dos nossos sonhos) :não teorize sobre o amor, ame. Siga o destino dos sentimentos aqui e agora.

Não tenha mêdo exatamente de tudo o que você teme, como: a sinceridade;não dar certo; depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito); abrir o coração;contar a verdade do tamanho do amor que sente.
Jogue pro alto todas as jogadas, estratagemas, golpes, espertezas, atitudes sabidamente eficazes (não é sábio ser sabido): seja apenas você no auge de sua emoção e carência, exatamente aquele você que a vida impede de ser. Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs. Falando besteiras, mas criando sempre. Gaguejando flores. Sentindo o coração bater como no tempo
do Natal infantil. Revivendo os carinhos que instruiu em criança. Sem mêdo de dizer, eu quero, eu gosto, eu estou com vontade.

Talvez aí você consiga fazer o seu amor bonito, ou fazer bonito o seu amor,ou bonitar fazendo seu amor, ou amar fazendo o seu amor bonito(a ordem das frases não altera o produto), sempre que ele seja a mais verdadeira expressão de tudo o que você é e nunca, deixaram, conseguiu, soube, pôde, foi possível, ser.

Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto. Não se preocupe mais com ele e suas definições. Cuide agora da forma. Cuide da voz. Cuide da fala. Cuide do cuidado. Cuide do carinho. Cuide de você. Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz.

domingo, 27 de maio de 2012

A criança tem razão, consertando os homens, o mundo automaticamente se consertará.

Lição de Sabedoria
 Um cientista muito preocupado com os problemas do mundo, passava dias em seu laboratório, tentando encontrar meios para minorá-los.
Certo dia, seu filho de 7 anos invadiu seu santuário decidido a ajudá-lo. O cientista nervoso pela interrupção, tentou fazer o filho brincar em outro lugar. Vendo que seria impossível removê-lo, procurou algo que pudesse distrair a criança. De repente deparou-se com o mapa do mundo em uma revista. Recortou o mapa em vários pedaços e junto com um rolo de fita adesiva, entregou ao filho dizendo:
- Vou lhe dar o mundo para consertar. Aqui está ele todo despedaçado. Veja se consegue consertá-lo, mas faça tudo sozinho.
Pelos seus cálculos o filho levaria dias para montar o quebra cabeças e "consertar o mundo". Porém em alguns minutos o menino lhe chamou calmamente:
- Papai! Já terminei!
A princípio, o cientista não deu crédito as palavras do filho. Pois seria impossível a uma criança de 7 anos recompor o mapa do mundo em tão pouco tempo, ainda mais que jamais havia visto tal mapa.
Relutante o cientista levantou os olhos das suas anotações, certo que veria um trabalho digno de uma criança. Mas para sua surpresa o mapa estava perfeito. Todos os pedaços haviam sido colocados nos devidos lugares. Como seria possível? Como o menino havia conseguido?
- Você não sabia como deveria ser o mundo meu filho, como conseguiu?
- Verdade pai, eu não sabia como deveria ser o mundo, mas eu vi, quando o senhor recortou a figura do mundo da revista, que do outro lado havia um homem, Quando você me deu o mundo para consertar eu tentei e não consegui. Foi aí que me lembrei do homem. Virei os recortes e comecei a consertar o homem, que eu sabia como era.
Quando acabei de consertar o homem, virei a folha e vi que havia consertado o mundo.

Autor Desconhecido

quarta-feira, 23 de maio de 2012


Nascimentos

Você tem ideia de quantas pessoas nascem por minuto no mundo?
Inacreditavelmente, enquanto você ouve este texto, considerando cerca de cinco minutos, irão nascer por volta de mil pessoas no planeta.
Sim, são mais ou menos duzentos nascimentos por minuto, ou ainda, de três a quatro por segundo!
será que conseguimos imaginar a alegria desses pais, dessas famílias, recebendo – alguns pela primeira vez – o milagre de um filho nos braços?
Em meio a tantas notícias ruins – que parecem vender melhor que as boas, nos meios de comunicação, faz-se necessário que pensemos na vida, e não apenas na violência, nos assassinatos e mortes drásticas.
O site breathingearth.com apresenta uma proposta muito interessante, com um desenho do mapa mundi animado, mostrando em cada país, em cada continente, alguns dados importantes, atualizados instantaneamente.
Entre eles a natalidade no globo, sendo assinalada com pequenas estrelas que vão piscando aqui e ali, conforme os nascimentos em cada lugar.
A representação com estrelas é muito significativa, aos olhos daqueles mais sensíveis às belezas da vida.
Cada estrela daquelas é uma nova encarnação, uma nova oportunidade, uma nova chance que um Espírito recebe do Criador.
Nascemos aqui e ali com objetivos certos e importantes.
Resgates, provas, missões – fazem-nos retornar ao cenário terrestre para que continuemos nossa caminhada rumo à tão sonhada felicidade.
Felicidade que vai sendo construída e gozada ao longo das próprias experiências, conforme vamos amadurecendo e encontrando os caminhos do amor.
Nascer é ganhar do Criador nova oportunidade, mas é também dar a si mesmo uma nova chance.
A grande maioria dos lares nos recebe de braços abertos, e nos corações dos pais temos aqueles que mais irão se esmerar para que tenhamos uma boa vida na Terra.
Voltar a viver pode significar um reaprisionamento para o Espírito, que precisa vestir novo corpo material, porém, por outro lado a reencarnação é libertadora.
Libertamo-nos das amarras de ódios antigos. Libertamo-nos da tristeza das experiências frustradas do passado. Libertamo-nos do nosso homem velho pois, a cada vida, temos a chance de moldar um novo eu.
Renascer é libertar-se.
Quando nos dispomos a amar, quando nos dispomos a reconstruir o que nós mesmos destruímos, libertamo-nos da culpa, do medo, e passamos a caminhar de cabeça erguida. Isso é liberdade.
*   *   *
Pense nos duzentos renascimentos por minuto...
Quantos abraços... Quantas lágrimas... Quanta felicidade.
Que maravilha é esse ir e vir do planeta Terra!
Quantas experiências, quantos planos, quanto aprendizado.
Possivelmente você que nos ouve já nasceu há uns bons anos, mas é sempre tempo de voltar a pensar em renascer.
Renascer dentro da própria vida. Por que não? Tantas e tantas vezes quantas se fizer necessário.
Renascer da água e do Espírito, tal a Lei apontando o caminho da felicidade maior almejada.
Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei.

Redação do Momento Espírita.
Em 22.05.2012.

segunda-feira, 14 de maio de 2012


O SILÊNCIO
Por: Paulo Roberto Gaefke

Aprenda com o silêncio a ouvir os sons interiores da sua alma, a calar-se nas discussões e assim evitar tragédias e desafetos.

Aprenda com o silêncio a respeitar a opinião dos outros, por mais contrária que seja da sua, aprenda com o silêncio a aceitar alguns fatos que você provocou, a ser humilde deixando o orgulho gritar lá fora, aprenda com o silêncio a reparar nas coisas mais simples, valorizar o que é belo, ouvir o que faz algum sentido, evitar reclamações vazias e sem sentido, aprenda com o silêncio que a solidão não é o pior castigo, existem companhias bem piores...

Aprenda com o silêncio que a vida é boa, que nós só precisamos olhar para o lado certo, ouvir a música certa, ler o livro certo, que pode ser qualquer livro, desde que você o leia até o fim.

Aprenda com o silêncio que tudo tem um ciclo, como as marés que insistem em ir e voltar, os pássaros que migram e voltam ao mesmo lugar, como a Terra que faz a volta completa sobre o seu próprio eixo, complete a sua tarefa.

Aprenda com o silêncio a respeitar a sua vida, valorizar o seu dia, enxergar em você as qualidades que você possui, equilibrar os defeitos que você tem e sabe que precisa corrigir e enxergar aqueles que você ainda não descobriu.

Aprenda com o silêncio a relaxar, mesmo no pior trânsito, na maior das cobranças, na briga mais acalorada, na discussão entre familiares, aprenda com o silêncio a respeitar o seu "eu", a valorizar o ser humano que você é, a respeitar o templo que é o seu corpo, e o santuário que é a sua vida.

Aprenda hoje com o silêncio, que gritar não traz respeito, que ouvir ainda é melhor que falar e, em respeito a você, eu me calo, me silencio, para que você possa ouvir o seu interior que quer lhe falar, desejar-lhe um dia vitorioso e confirmar que você é especial.

sábado, 5 de maio de 2012


Ser pequeno

Naquela tarde quente, quando os Apóstolos chegaram à casa de Simão Pedro, o pescador, estavam suados.
Olhando-os, Jesus perguntou com serenidade: O que é que vocês discutiam pelo caminho?
A pergunta permaneceu no ar, sem resposta. Eles se deram conta da pouca importância da questão do debate. Ao mesmo tempo, constatavam mais uma vez o poder de penetração do Mestre em seus pensamentos e atos.
Finalmente, um deles falou:
Nós estávamos discutindo em torno de quem de nós era o maior, o mais amado, o mais importante.
Todos sabemos que João é distinguido pelo vosso amor. Pedro é merecedor de vossa confiança. E os demais? Que papel desempenhamos no grupo? Afinal, qual de nós é o maior?
Jesus tinha por eles uma grande ternura. Sabia das suas dificuldades interiores. Chamara-os para o ministério, reconhecendo todos os seus problemas emocionais e suas fraquezas morais. Envolveu-os com Seu olhar de compaixão e respondeu:
O grão de mostarda, menor que qualquer outra semente, reverdece com o mesmo tom a terra abençoada pelo trigo vigoroso.
A bolota de carvalho desenvolve a árvore grandiosa que nela se encerra. O pólen, quase invisível, de todas as flores se encarrega de transmitir beleza e perpetuar a espécie em outras plantas.
Todos são importantes na paisagem terrestre.
O grão de areia se anula perante outro grão de areia para construírem a praia imensa que recebe o movimento carinhoso das ondas do mar.
Uma gota d’água se une a outras tantas para formar a imensa massa líquida dos rios, lagos e mares.
Tudo é importante diante de Deus, não pela grandeza, mas pelo significado que cada coisa tem para a utilidade da vida.
Entre os homens, o maior é sempre aquele que se esquece de si mesmo. É aquele que se torna servidor. Aquele que não se cansa de ajudar, que se encontra sempre disposto a cooperar e servir.
Quem se apaga para que o outro brilhe, torna-se combustível daquele e sem ele, a luminosidade do outro desaparece.
Há uma grande importância em ser pequeno.
E concluiu, estendendo o olhar para todos eles:
Aquele que, dentre vós, desejar ser o maior, o mais importante, o mais amado, torne-se o melhor servidor. Seja o mais atento amigo, sempre vigilante para ajudar e desculpar, porque esse, sim, fará falta, será notado quando ausente, se tornará alicerce para a construção do edifício do bem.
*   *   *
Se você almeja se tornar alicerce do mundo novo, comece hoje mesmo.
Seja o ombro terno no qual alguém possa chorar suavemente.
Torne-se um poço de águas cristalinas para matar a sede de quem necessita.
Seja a mão que retira da escuridão quem nela se encontra.
Seja amigo, irmão, companheiro, um aliado do bem.

Redação do Momento Espírita.
Em 04.05.2012

terça-feira, 1 de maio de 2012


O que fazer quando tudo dá errado?
 por Maria Silvia Orlovas - morlovas@terra.com.br

Não é nada fácil lidar com as frustrações, porque encarar o erro significa também que participamos disso. E parece que a primeira atitude frente a algo que saiu errado, que nos magoou, é nos colocar na posição de vítima. E ainda que qualquer história tenha dois ou mais lados, quando sentimos que perdemos, que sofremos, é muito natural nos sentirmos traídos, mal compreendidos, desprezados.

Claro que somos mais do que a dor, somos muito maiores que as perdas, e é natural a gente se deixar cair, o que não podemos é nos acostumar à postura de vítima e ficar o tempo todo em que levamos um contra nos recolhendo nessa triste realidade.

Acho, no mínimo, engraçado a atitude de aceitar tão facilmente uma derrota e reclamar do destino infeliz, porque é claro que nem tudo é como a gente quer. Mas isso não significa que em cada tombo, em cada revés do destino não tenhamos chance de mudar as atitudes e de encontrar caminhos alternativos. Podemos e devemos nos recriar, então, porque nos aprisionar na condição de inferioridade que o estado de vítima nos oferece?

Somos mais que a vítima, somos mais que o vencedor, somos humanos, normais, pessoas que às vezes acertam, em outras erram. Temos sonhos e frustrações quando apostamos em resultados que não chegam, mas perder não significa que somos ruins, fracos ou incompetentes. Significa apenas que aquele caminho não deu certo, que aquela aposta não trouxe o resultado esperado, que aquela pessoa não era o que imaginávamos, mas nós podemos e devemos continuar da experiência para frente e, de preferência, sem mágoas.

Aliás, a mágoa, a frustração e conseqüente depressão tomam conta da nossa vida quando não conseguimos lidar com a derrota, com o fracasso, com os contras que recebemos da vida. Inclusive, tratei algumas pessoas com síndrome do pânico que, na verdade, eram totalmente imaturas em relação a lidar com as dificuldades. Veja bem que essa imaturidade não tem nada a ver com idade cronológica e, sim, com uma dinâmica pessoal pobre em auto-estima. Percebi que as pessoas com síndrome do pânico queriam demais que suas apostas dessem certo, que as pessoas aceitassem a rota que traçaram para si mesmas e para seus companheiros. Claro que não podemos generalizar e dizer que todos que sofrem dessa síndrome são assim, mas, há em comum a todas pessoas que enfrentam sofrimento, um desejo de não mais sofrer, de conseguir algum tipo de controle da vida e das experiências, o que não inclui o fracasso.
Mas será que alguém controla o destino, que faz tudo certo, que não erra, ou leva um fora?

Claro que não. Todos nós erramos e quanto mais espertos formos ao entender a hora de parar, refletir e mudar de rota, com certeza, as experiências serão menos doloridas e não será necessário tanto desgaste para compreender que é o momento de mudar.

Tudo tem limites: sofrer por amor tem limite, sofrer pela família também. Sofrer pelo trabalho, pela convivência, por se sentir sozinho... Tudo isso exige que façamos um mergulho interior, uma meditação profunda em nossas apostas. Pois se olharmos de forma menos apaixonada para nossa história, com menos emoção e menos apego aos resultados que traçamos, com certeza, teremos mais luz para pensar em alternativas.

As pessoas não merecem tanto sofrimento por conta de um amor que não deu certo e, principalmente, não merecem se afundar na frustração dos planos falidos. Mas é preciso de muita luz, meditação, oração para se levantar e olhar para outra direção. Porém, de que serve a vida se não para a gente viver, abrir-se para cada momento e cada experiência?

A vida não vem pronta, nós não nascemos prontos, estamos aqui para recriar a cada dia o nosso destino. Compreendendo isso, assumi para minha vida um ditado do amado mestre Yogananda: aceito as mudanças com alegria porque elas vêm para o meu bem! E é isso que desejo a você!

Confira os ensinamentos e meditações curativas que Maria Silvia ensina participando de um dos seus grupos. Venha participar do seu Grupo de Meditação Dinâmica que acontece todas as quartas-feiras, no seu espaço em São Paulo.
Venha ouvir pessoalmente as canalizações.

Maria Silvia Orlovas é uma forte sensitiva que possui um dom muito especial de ver as vidas passadas das pessoas à sua volta e receber orientações dos seus mentores.
E-mail:morlovas@terra.com.br